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quarta-feira, 7 de abril de 2010
Amazônia enquadrada: em Rôndonia o MPF pressiona autoridades e empresários a regularizarem o abate de carne na cidade de Costa Marques
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Amazônia monitorada ?
Para quem não se lembra mais. Há seis meses, os três principais frigoríficos do País - JBS Friboi, Marfrig e Minerva assinaram com o Greenpeace compromisso público de não aceitar gado de fornecedores envolvidos com o desmatamento da Amazônia. Bem, alguns incrédulos diriam, mas com o GREENPEACE ? È isso mesmo. Se eles não cumprem o acordado a organização faz o maior "escândalo" com campanhas junto aos consumidores de carne nos países ricos. Lembre-se isto, ocorreu depois de uma grande ação do MPF do Pará e de investigação do próprio Greenpeace que mostrou as conexões reais entre as áreas desmatadas, as empresas compradoras de gado, carne e couro e as vendedoras e revendedoras de produtos originados com tais matérias primas no Brasil e no Mundo.
Segundo o Greenpeace, as empresas apresentaram resultados menores do que o acordado, mas pediram mais três meses para cumprir parte do prometido inicialmente. Com os dados recolhidos pelas empresas ainda não é possível realizar o monitoramento das fazendas fornecedoras de boi gordo e, como consequência, garantir que as indústrias não estão comprando matéria-prima de áreas desmatadas. Uma questão aparentemente técnica, visto que o cadastro apresenta apenas um ponto de localização. Um ponto não permite precisar a área total das propriedades e, consequentemente, se estão desmatando ou não. Por outro lado, não há monitoramento de 100% dos fornecedores por nenhum dos grandes exportadores.
A questão fundiária é um dos grandes desafios deste caso. Não é possível determinar exatamente quem é dono de quais áreas. As grandes empresas de produção de carne, couro e derivados ligadas aos mercados mais exigentes quanto a qualidade sócio-ambiental fazem um esforço significativo (pelo bem geral de seus lucros). Isto pode trazer impactos positivos para a regularização fundiária no Pará e na Amazônia - mesmo porque o Minsitério Público Federal move ações contra os desmatadores ilegais atualmente e ameaça co-responsabilizar as empresas compradoras. Ou seja, é culpado quem desmata e quem compra produto das áreas desmatadas. Mas ainda existem muitas resistências. E o próprio MPF relativiza prazos para tentar avançar na questão e possibilitar que os fazendeiros de gado regularizem-se. O Governo do Pará, por exemplo, tenta emplacar o Cadastro Ambiental Rural para identificar os proprietários das fazendas e monitorar como estão usando suas áreas. Mas o Programa avança muito lentamente, os produtores recusam-se a fazer o cadastro. Foram cadastradas 18.545 propriedades, de um total de 185.759 (IBGE), sendo mais de 100.000 com gado bovino, segundo a Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará). Então como monitorar ? Como convencer a deixar-se monitorar ?
Mas tem uma questão simples nesta história que parece conversa para boi dormir, (com trocadilho e tudo) os firgoríficos conhecem seus compradores. Mesmo que só tenham o tal "ponto de curral" (localação do curral). O cadastro que possibilita monitorar, exatamente, qual é o tamanho das áreas é feito em MEIA HORA e o melhor técnico cobra 3.000 reais para grandes áreas, quando não há coordenadas das propriedades - o que é muito dificil já que todo "proprietário" tem sua planta. Em muitos casos, independente do tamanho da área, o tal CAR não sai por mais de 1.000 reais, pechichando nem se fala. Bem. È isso.
Foto Carmen Américo
Mas tem uma questão simples nesta história que parece conversa para boi dormir, (com trocadilho e tudo) os firgoríficos conhecem seus compradores. Mesmo que só tenham o tal "ponto de curral" (localação do curral). O cadastro que possibilita monitorar, exatamente, qual é o tamanho das áreas é feito em MEIA HORA e o melhor técnico cobra 3.000 reais para grandes áreas, quando não há coordenadas das propriedades - o que é muito dificil já que todo "proprietário" tem sua planta. Em muitos casos, independente do tamanho da área, o tal CAR não sai por mais de 1.000 reais, pechichando nem se fala. Bem. È isso.
Foto Carmen Américo
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quarta-feira, 31 de março de 2010
Pecuária e Amazônia
A Amazônia: boi ou florzinhas?
O Acadêmico Luiz Hildebrando Pereira da Silva, 80 anos, diretor do Instituto de Pesquisas em Patologias Tropicais de Rondônia, publicou interessante artigo na revista Nosso Caminho, de Oscar Niemeyer. Ele faz breve reflexão sobre a baixa rentabilidade da pecuária bovina na Amazônia para concluir que ela é até 100 vezes menos rentável que outras atividades como a plantação de flores. Bem, para quem não sabe a Amazônia tem 3 vezes mais cabeças de gado bovino que pessoas e 80% das áreas de florestas derrubadas são convertidas em pastagens. Curta o artigo no mais informações. È esclarecedor e muito leve.
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sexta-feira, 5 de junho de 2009
Amazônia: pecuária na Amazônia em cheque
Em 02 de junho de 2009, a forma de instalação da cadeia da pecuária na Amazônia, onde se destaca a desflorestamento ilegal para pastagens bovinas, foi escancarada para o mundo depois das ações do Ministério Público do Pará contra produtores de gado que promoveram desmatamento ilegal de áreas de florestas. No escopo da mesma ação, avisou aos frigoríficos e curtumes compradores de gado destas fazendas que eles não deveriam mais adiquirir gado de tais produtores, a mesma advertência foi feita ao comércio varejista ligado a cadeia nacionalmente. Caso contrário, serão responsabilizados solidariamente pelos crimes.
Paralelamente, o Greenpeace, mostrou em estudos-denúncia que as indústrias processadoras de carne e couro na Amazônia, estão fortemente conectadas a grandes empresas globais, tentando conscientizar a população da necessidade de atentar para o consumo consciente, para a verificação de origem dos produtos consumidos.
Paralelamente, o Greenpeace, mostrou em estudos-denúncia que as indústrias processadoras de carne e couro na Amazônia, estão fortemente conectadas a grandes empresas globais, tentando conscientizar a população da necessidade de atentar para o consumo consciente, para a verificação de origem dos produtos consumidos. Um debate já realizado por muitas outras instituições,há algum tempo. Como por exemplo, Movimento Nossa São Paulo ou Instituto PEABIRU. 

Mas uma visita rápida no site do BNDES verifica-se que o governo brasileiro não só financia a cadeia de produção bovina através de créditos e incentivos, mas que autarquias federais associam-se as indústrias processadoras de carne e couro. Isto, princípio, não é ilegal, não é imoral. Mas possibilita debates quanto aos critérios para o financiamento e associação governamental. Um quadro não afeito a conclusões apressadas
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segunda-feira, 1 de junho de 2009
ONG: pecuária é principal vilão do desmatamento na Amazônia
Isto é Amazônia !!!!
Acompanhe a notícia "ONG: pecuária é principal vilão do desmatamento na Amazôniano" no Leia Mais.
A Amazônia é um território globalizado, integrado e articulado ao economia global. Isso causa problemas graves para a natureza, mas também traz possiblidades novas de lutas pela preservação do meio ambientee da sociedade local. E preciso pensar localmente, mas agir globalmente. A floresta amazônica vem sendo destruída muito rapidamente com o avanço da ocupação humana em novas áreas. Esta ocupação ocorre, predominatemente, para criar bois e alimentar consumidores em todos os países do mundo. Sua importância para o equilíbrio climático do planeta cria grandes possibilidades de conscientização em escala planetária. Porque em tempos de aquecimento global, isso é importante para os amazônidas, mas também o é para qualquer cidadão do mundo.
Acompanhe a notícia "ONG: pecuária é principal vilão do desmatamento na Amazôniano" no Leia Mais.
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Cadeia da Pecuária Bovina: Ministério Público Federal do Pará ajuiza ações contra a cadeia da Pecuária Bovina na Amazônia
Amazônia: o que é isso ?
O Ministério Público Federal no Pará ajuizou hoje um pacote de ações contra fazendas e frigoríficos que participam da cadeia econômica da pecuária da devastação, explorando gado ilegalmente em áreas desmatadas na região sudeste do Estado.As ações judiciais pedem indenizações milionárias contra 22 fazendas que, mesmo embargadas (bloqueadas para exploração econômica), continuaram criando gado. 13 frigoríficos que compraram os rebanhos dessas propriedades também estão sendo processados para pagamento de danos à sociedade brasileira.
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domingo, 31 de maio de 2009
Amazônia: o que é isso ?
Amazônia: bioma, região, sociedade ?
Podemos encontrar argumentos científicos para dizer que a Amazônia é um bioma (ou parte) uma região de um país, ou até uma "sociedade regional", a apartir do ponto vista sócio-cultural. A generalização, entretanto, será sempre a simplificação didática sujeito a contra-pontos. No entanto, o exercício é sempre muito importante e producente.
A Amazônia é um território marcado por grande complexidade natural, onde destacando-se a floresta tropical, mas não somente.Alguns podem dizer também que ela é uma região, por suas características internas que asseguram "homogeneidade" e identidade, que a diferenciam de qualquer outro espaço dentro do Brasil, mas também dentro do planeta.
Manicore/AM (reprodução)
A diversidade de biomas está para além disto. Mas, já que a floresta tropical é o elemento de maior expressão e notoriedade mundial, é prudente lembrar que na Amazônia existem três vezes mais cabeças de gado bovino que pessoas. É a maior reserva de biodiversidade do planeta. Entretanto, não exclusivamente. Não é um banco biogenético, apenas. E também um banco da sócio diversidade, formada, majoritamente caboclos (mistura de brancos e índigenas); brancos e suas derivações ( lembrando que em muitas áreas, migrantes de outras regiões do país são predominates); índígenas em diversos níveis de integração com o "branco"', desde comunidades bem aculturadas até até tribos "isoladas"; negros, onde se destacam as sociedades quilombolas. Não em número, mas pela cultura e organização social diferenciada. Bem, esta é uma divisão apenas ilustrativo-didática, para lembrar que aqui não vivem apenas jacarés e araras.
A sócio-diversidade regional é um tema complexo sobre o qual as ciências ainda debruçam-se firmente. Não obstante, uma lembrança se faz prudente, a sociedade amazônica, idenpendente de suas origens étnicas, é uma sociedade de classes com forte desigualdade na distribuição da riqueza e do poder e, nisso reside a essência de grande parte de suas problemáticas.
Na amazônia vive-se em um Estado Democrático de Direito, portanto, agentes que não são amazônidas de origem, nacionais e internacionais têm forte participação política sobre a realidade regional: pessoas, empresas nacionais e empresas globais como a Companhia Vale do Rio Doce, Grupo Bertin- Bracol, multinacional da cadeia da carne e couro,Grupo Maggi (produção de derivados da soja) para citar apenas exemplos repesentativos no plano econômico. Como uma sociedade democrática e economia integrada ás redes nacionais e internacionais de produção tais agentes fazem parte da realidade amazônica e influenciam em todas as dimensões sociais. Além das organizações internacionais não governamentais com diversos objetivos e formas de condução de propósitos, muitos deles ligados a defesa do meio ambiente.
E uma das maiores reservas de água doce do planeta, mas não só. O rio, para o amazônida não é apenas "água". È transporte. È cultura. È fonte alimento (pesca). É também, objeto da fronteira energética, representando uma das alternativas nacionais para a produção de energia limpa - o que gera também impactos sobre as comunidades e meio ambiente.
Os recursos naturais amazônicos podem prestar GRANDES SERVIÇOS AMBIENTAIS à humandidade, mas isso não significa o "fim da história" de conflitos pelo uso de seus recursos. O uso dos recursos naturais amazônicos ainda precisa ser pensado, acordado, regulado por suas populações de forma que assegure justiça distribuitiva e fortaleça a qualidade de vida aos que aqui vivem:
- índios, caboclos em suas diversas formas: extrativista, agricultores, ou agro-extativistas;
- peões em diversas modalidades urbanas e rurais, sem terras, sem casa, sem comida, sem direitos... ;
- a população urbana que represetna a maioria da população. Sim,a maioria dos amazônidas vivem nas cidades;
A Amazônia é um espaço articulado e integrado a sociedade global e não o elo perdido da sociedade nacional. Suas cadeias produtivas mais expressivas: cadeias mínero-metálicas, cadeia agropecuárias (lideradas pela produção soja e pela cadeia da carne e couro) e de produção vegetal estão cada vez mais amadurecidas em complexos circuitos conectados produtiva, comercial e financeiramente aos fluoxs globais.
A Amazônia é um espaço integrado ao processo de globalização tanto na perspectiva econômica quanto na perspectiva política de grandes mobilizações pela defesa de direitos humanos e/ou de preservação/conservação dos direitos humanos.
A Amazônia é o contra-ponto da modernidade e a pós-modernidade ao mesmo tempo. É testemunha do passado e elemento de construção de um futuro em novas bases. A Amazônia é história que se realiza no acontecer solidário do mundo globalizado, com especifidades muito mais complexas do que os "mitos" sobre a região dão conta de explicar e que preconceitos tentam simplicar.
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