O fogo é para pleitear a posse da terra para revendê-la, enquanto exploram a madeira existente na Gleba Curumucuri em Juruti (PA). A Sema (PA) foi chamada para combater os desmatadores ilegais. "Durante a fiscalização foi constatado que o desmatamento na gleba está bem avançado. De acordo com técnicos da Sema, há indícios da retirada das árvores desde abril de 2009, e a extração ilegal da madeira permanece ativa, Sema (Pa). A denúncia indica ainda que os responsáveis pela atuação ilegal têm ameaçado e expulsado os moradores da área.
Entre as maiores preocupações dos residentes dessa área está a possibilidade de serem expulsos de suas terras, já que a Gleba de Curumucuri ainda passa pelo ordenamento territorial.
Mas a origem do impacto vem da MINERAÇÃO, do mega empreendimento instalado no município como especulam os moradores da área. Em tempos de Belo Monte, cabe sempre uma reflexão.
Entre as maiores preocupações dos residentes dessa área está a possibilidade de serem expulsos de suas terras, já que a Gleba de Curumucuri ainda passa pelo ordenamento territorial.
Mas a origem do impacto vem da MINERAÇÃO, do mega empreendimento instalado no município como especulam os moradores da área. Em tempos de Belo Monte, cabe sempre uma reflexão.
Os grandes empreendimentos ambientais na Amazônia, nem de longe são espelho daqueles de outrora como a UHE- Tucuruí (PA) ou UHE Balbina (AM). Visto que as leis avançaram, o contexto político é outro e é marcado pela maior participação da sociedade civil nos processos. A despeito, é claro, do fato de que estaremos sempre falando de grupos com poder (mesmo com intenção) de participação diferentes por conta dos recursos econômicos, dos capitais, diria o francês Bourdieu, que cada um tem acesso. Pois bem. È diferente. Mas um grande problema muito grave é a dificuldade de se estabelecer os tais indicadores de impacto.
Hoje as comunidades locais tradicionais (nem tanto, nem todas) vivem sob pressão dos novos agentes ( nem tão novos) e a floresta sofre primeiro, o impacto. Se todas as licenças foram concedidas dentro da LEI AMBIENTAL, se foram aprovados os Planos de Controle Ambiental, o que ocorre agora na Gleba Curumucuri? E se a Associação das Comunidades da Região de Juruti não tivesse apresentado a denúncia. È muito fávil implantar um empreendimento e prever seus impactos DIRETOS, hoje o grande debate deve concentrar-se nos impactos indiretos e na construção de indicadores destes impactos. A Sema (Pa) está agindo, as comunidades denunciando, a ciência precisa se posicionar.