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quinta-feira, 15 de abril de 2010

Amazônia em Guerra: justiça federal cancela o Leilão da UHE BELO MONTE


"A Justiça Federal determinou a suspensão da licença prévia da hidrelétrica de Belo Monte e o cancelamento do leilão, marcado para a próxima terça (20/04). O juiz Antonio Carlos de Almeida Campelo concedeu medida liminar (urgente) por ver “perigo de dano irreparável”, com a iminência da licitação", informa o MPF/PA.

Explica que a " decisão é fruto da apreciação de uma das duas ações civis públicas ajuizadas pelo Ministério Público Federal tratando das irregularidades do empreendimento. Trata, especificamente, da falta de regulamentação do artigo 176 da Constituição Federal, que exige edição de lei ordinária para o aproveitamento de potencial hidráulico em terras indígenas".

O território é isso, dinâmico e conflituoso. Os atores mobilizam-se para garantir que seu uso responda aos seus interesses. Em um Estado Democrático de Direito esta dinâmica é lenta, mas muito vigorosa. Cada passo que um dos grupos, neste caso, os que são a favor, os que são contra a UHE (pelo menos da forma como está sendo feita) é sempre como a passada de um gigante, que ecoa, faz o chão tremer e todos os seus aliados e "inimigos" organizam-se em suas respectivas posições. E todos se preparam para novo embate.

Abaixo, picando do site da Aneel, com algumas inserções e contextualizações do blog - uma linha do tempo da tentativa do empreendimento. Incompleta, mas didática.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Amazônia é prioridade para o Governo. Ops! Belo Monte é prioridade

Lula garante que governo tem 'cacife' para construir usina Belo Monte. Diz isto por conta da desistência das empresas na participação do leilão. A Reuters noticía.
De acordo com o presidente, quem acredita que o governo não tem "cacife" para isso está enganado.

"Vamos fazer o leilão. Esperamos que tenha três, quatro, cinco ou mais grupos. Uma coisa as pessoas podem ficar certas, vamos fazer Belo Monte. Isso é importante ficar claro em alto e bom som: vamos fazer Belo Monte", afirmou.
imagem: Reprodução Agência Brasil

Amazônia em Guerra: agora o Governo Federal Levanta seus tacapes.

Manifestação Movimento Xingu Vivo  ALTAMIRA(PA)  -   Foto: Carmen Américo (2008

Em fevereiro, a AGU chegou a ameaçar procuradores do ministério público que ingressassem com novas ações contra a hidrelétrica. Na época, o MPF reagiu e disse que os procuradores não se intimidariam.
Em Brasília, a A Advocacia-Geral da União (AGU) vai recorrer de duas ações ajuizadas na quinta-feira (08/04) pelo Ministério Público Federal (MPF) em Altamira contra o licenciamento da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu (PA).
Nas ações, o MPF argumenta que houve desrespeito à Constituição e violações à legislação ambiental, que, segundo os procuradores, foram provocadas pela pressa em conceder licença para a construção da usina e por falta de dados científicos conclusivos.

Além do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) – responsável pela licença – a AGU defenderá a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a Agência Nacional de Águas (ANA), a Eletrobras e a União, também citadas na ação. A AGU vai aguardar a notificação oficial da Justiça, o que deve acontecer nos próximos dias, para analisar os processos e formular a argumentação de defesa, informou a sua assessoria, segundo a AGÊNCIA BRASIL.

Uma decisão liminar da Justiça sobre as ações pode sair antes da data marcada para o leilão da usina, dia 20 de abril, e frustrar as expectativas do governo de levar o projeto adiante. Além do MPF, movimentos sociais, ambientalistas e indígenas questionam a construção de Belo Monte. A usina, que poderá gerar até 11 mil megawatts/hora é o maior empreendimento energético do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), lê-se no site da Agência Brasil. Os moviemntos contrários a construção argumentam que tal potencial é pulha.

Com informações da Agência Brasil

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Amazônia: a guerra por Belo Monte


imagem: MPF
Governo reage a intenção de minstério público e ameaça também processá-los por abuso de perrogativas e improbidade administrativa por estarar descumprindo norma da Advocacia-Geral da União (AGU). O ministro de minas e energia Márcio Zimmermann diz ao Jornal Estadão que tem convicção de que o processo de licenciamento foi feito corretamente. Guerra Aberta entre os agentes a favor e contra a construção da Usina. O leilão para venda da energia está marcado para o dia 20 de Abril.
 

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Amazônia muito cara : Odebrecht e Camargo Corrêa desistem da usina de Belo Monte

Não, não tem nada a ver com a divulgação pelo MPF-PA de que vai pedir o cancelamento da Licença e do Leilão da UHE Belo Monte, hoje a tarde.  Está relacionado ás condições do edital divulgado pela Agência Nacional de Energia Élétrica (Aneel). O que será que elas viram neste tal edital ? Veja no site da agência. A Folha Online diz que isto prejudicaria o tal ambiente de competição esperado em torno do evento.

Amazônia em supense: MPF pedirá amanhã o cancelamento da licança da Hidrelétrica de Belo Monte

Depois de meses de análises, a Procuradoria Federal da república anuncia que pedirá cancelamento da Licença Ambiental da UHE Belo Monte amanhã em Altamira. Alegam simplesmente desrespeito as leis. Específicamente, à Constituição Federal, ás leis ambientais e ás resoluções do Conselho Nacional de Meio Ambiente. Atestam que há um celeridade nefasta na condução do processo para garantir a venda da energia ainda este ano. Informam que vão notificar judicialmente, na tramitação da ação, os agentes  que poderam ser responsabilizados por dano ambiental,  caso o empreendimento seja implantado da forma que está posto. São eles: O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a Construtora Norberto Odebrecht S.A., a Construções e Comércio Camargo Corrêa S/A, a Andrade Gutierrez S/A, a Companhia Vale do Rio Doce, J. Malucelli Seguradora S/A, a Fator Seguradora S/A, a UBF Seguros S/A. Procuradores citam pareceres de técnicos do próprio Ibama: se for construída do jeito que está, usina pode secar 100 km de rio e comprometer a água e o alimento das populações.

Veja o Comunicado do MPF na íntegra.

Amazonia

Amazônidas: pequeno kaiapó

Amazônidas: pequeno kaiapó
Altamira-Pará Foto Carmen Américo